sexta-feira, 4 de novembro de 2011

BRAIN STORM























      
BRAIN   STORM
 
 
      Ora, já se foi o tempo em que o homem só podia voar através dos sonhos. Agora,  nada da escrita é inocente, permita-me a descontinuidade das ideias porque as raízes encontradas são sempre as mais rasas e também porque não existe algo  mais subversivo do que o subdesenvolvimento cultural. Afinal, com quantas mentiras se contrói a verdade? Quem disse que a Arte é cultura inútil? Digo-lhe com toda densidade: isso é uma incongruência da polícia cultural e do pensamento binário pois fazem parte do mesquinho cálculo da razão em busca de equações artísticas e suas estruturas teóricas, sempre procurando plasmar programas da metafísica impossível para tendência do prazer imediato. Não meu caro leitor, somos contra o sarcasmo cáustico, especialmente esse que quer sustentar-se no exame linguístico  de imagens acompanhadas de atitudes tresloucadas próprias de gente de baixa autoestima vivenciando momentos de agradável isolamento entre livros de todo gênero em busca de uma lente pela qual você vê o mundo. Digamos bem alto que somos qualquer forma de totalitarismo de esquerda ou direita muito embora essas correntes sempre fundem-se pelo desejo do controle total.


      A palavra é um ser vivo. Gosta de brincar com fatos históricos que invariavelmente evoluem para nos abandonarem  numa nova condição de ex-assistidos ao velho crepitar da lenha diante da nossa imagem refletida na tua existência, assim como funcionam as rodas secretas construindo uma visão da metamorfose, esta foto tão incomoda não é imorrível, ela jaz na perniciosa ostentação e nos movemos em torno dela, como o sentimento feminino de honra no ato de lavar-se antes de uma prece(ablução). Um estrondo de cataclismo é absoluto num púcaro d'água quente na tentativa de elucidar tantas transformações da estrutura metafísica do amor. A isto chama-se "brain storm" enquanto faço referência a indícios de amadurecimento de uma civilização quando ainda havia um tecido social, agora só existe a cultura massificada e rastros já se apagando na narrativa desarvorada.

      Prossigo dentro da realidade cósmica. Impropriamente no vernáculo  existem muitas vezes sonhos de uma frase inteira, uma frase central cheia de conteúdo mas esvai-se como a água que escorre pelos dedos de uma mão diante de antropológicas circusntâncias para explodir o planeta com as ogivas existentes a justificarem sentimentos de exclusão. Sabe meu amigo e minha amiga,  difícil é não ter mais ninguém para chamar de papai e mamãe...  As falácias da lógica e da retórica em um mundo assombrado  cheio de artefatos de significado lendário e a tal descoberta de similiridades miditiaticamente preservando qualidades estéticas e linguagens específicas das imagens resultando tão somente diálogos absurdos de obras literárias alheias, ou melhor  traduzindo em miúdos: Aumento das conexões entre diferentes partes.

      Outras soluções são impossíveis, a mais improvável e verdadeira é converter a suserania teosófica numa mistura explosiva. Dessa forma ficaremos com a Paleozoologia e a Paleobotânica de modo que a Cosmologia não conhecerá palavras tais como;  possessivo ou pretérito, muito menos,  culpa e vaidade. Restará talvez a Oceanografia Biológica e seus celenterados numa inumerável verticalidade de uma estatística, ou seja, a própria "metaphysical poetry" permanecerá.

      Outros luso-africanismos, outros luso-asiaticismos e todas essas coisas óbviamente etnográficas atribuídas a brasileirismos submetidos ao aval de cientistas, serão nada além do que informações sobre a sua bagagem. Não se preocupe com algum documento individual e de preenchimento obrigatório( aos exilados do interior estes contarão com a presença de um intérprete).  Não se engane pensando que ficará no ângulo diedro(90º) sob Órion(Três Marias) pois esse espaço já estará bem ocupado por uma legião de caudilhos, sim de corifeus.  Você não morrerá de insuficiência natural, claro que não! Não pense prezado leitor na abundância metafórica ou em anúncios de cessar-fogo unilaterais inacessivelmentes secos. Destarte, preocupações com deficiências de infraestrutura ficarão intransparentes à sua própria inamovível imagem. E os tipos engraçados dos bastidores do que há de universal e de revolucionário perderão evidentemente sua tessitura alada, a bem da verdade ficarão disfarçados num horizonte incauto enquanto o longo estica e puxa político terá sua participação na marcha do mundo.

      A Direita no Brasil é selvagem. Ela é golpista.


                    WALKER LIMA

                    Olinda, 03 de novembro de 2011.

















*    As fotografias foram feitas por STELLA ZIMMERMAN na  região do Sertão pernambucano - Brasil.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ESPERANDO UM INSIGHT

     Desculpa, mas tenho andado em exílio. Em cada uma de suas imagens, há uma evidente adoração pelos objetos. Sempre desconfiei que você tem pensamentos mais meditativos por motivos de decepções generalizadas, apesar que sempre te disse sobre quem   gosta de estantes de poesia. À primeira vista essas figuras parecem camufladas, únicas e irrepetíveis. Ninguém falou aqui, mas eu mesmo me esqueci da data exata, conjeturei  algumas estimativas mais elevadas, apesar de que partiu com a numeração marcada a ferro no braço, perdeu o seu nome, ganhou um número(agora esqueci), sabe começou na cabeça de um jovem medíocre, ou não tinha amigos, um sociopata. Tanto na sua composição, sem querer fisicalizar e chumbando principalmente os aspectos hipócritas, quanto sobre a pasteurização talvez até embriagadora de ontem e a verticalização fora de controle considerada a mais suja, barulhenta e agressiva que já tinham feito mil ondas dispersas no ar,  decerto melífluo e insolúvel ser diferentemente de outros teria lugar na poesia se porventura tivesse medo das críticas. 
     A universalização é simplesmente bela e recorda-me tempos em que eu tinha uma família completa e feliz. As crianças  e as Marias são a tecitura do Universo sem pretender ser tecnônimo, pois às vezes caminhamos sozinhos e nos deparamos com vários de nós. O vento vai para o sul e faz seu giro para o norte, continuamente vai girando o vento mas acontece de tropeçarmos nas menores pedras para que brilhos metálicos de longíncuos mentais cheios de amor transbordem pelos olhos teus dos cânticos amáveis da simplicidade a deixarem tão somente a permissão por instantes a te libertarem das tuas convicções. 
     Gosto de palavras significativas especialmente para a vastidão na qual defronto-me garimpando a escrita, então: Obsessivo, aficionado, obstinado, essas têm em seu bojo o conteúdo de quem fala por exemplo: Estou esperando um insight. Isto sim é profundo, sem querer floretear. Sabe existem fragmentos de algo não extinto com revestimentos de bibliolatria insana para quem busca a cumplicidade, aliás componente permanente em nossas pretensas relações invariavelmente ciclotímicas, formamos esse território híbrido atingindo nuanças para suporte ensejando reluzente resguarda da saturação sub-humana. Há quem considere isso ôntico ou messiânico enquanto fico contorcido em busca de palavras de heterogeneidade não execrável, sim esse mister próprio do escritor; ser cativo permanente, insaciável no garimpo de palavras não sujeitas à putrefata-enjaulada e insidiosa fratura própria dos perdulários, dos avaros, dos iconoclastas, enfim daqueles que reduzem tudo ao existir ou não. Deflectir defenestrando antigos verbos numa composição de desfervescência, assim vou compondo singelas e diminutas frases sem querer ser abjeto, sem a degradação inerente de quem compõe o óbvio, o erradio, o fugaz. Maneiras de expressar a ambiguidade numa corajosa fidelidade à vida resurgindo numa ponta de forma anárquica, trazem verdadeiros caleidoscópios de formas de crescimento irracional para fazer-se uma divulgação e análise da absorção dos conflitos de personalidade sem ressentimentos, daí o leitor poderá construir uma resposta para preparar o terreno para a liberdade e a justiça no mundo questionando a vida e sua instabilidade, em suma: Osso a escolher.
     Prossigo porque não luto pelas coisas que desaparecem numa esperança que seja a última curva da estrada. 

                                              WALKER LIMA
                                               Olinda  2011






































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domingo, 11 de setembro de 2011

O EU COLONIZADO ?!?















                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

Prefeitura de Olinda - Antigo Palácio dos Governadores - Pernambuco



Convento e Igreja de N.Srª do Carmo - Olinda - Pernambuco - BRASIL
Igreja e Convento N.Srª da Conceição - Olinda





Igreja da Misericórdia - Olinda

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terça-feira, 23 de agosto de 2011

O ARTISTA GRÁFICO




"A minha Pátria é a Língua Portuguesa" -  Fernando Pessoa








































Fernando Pessoa   -   * Lisboa 13.06.1888   -   + Lisboa 30.11.1935








A bandeira de Pernambuco












































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sábado, 6 de agosto de 2011

CARTA ABERTA - DESTINATÁRIO - AO FUTURO

SANDRA  LIMA - Formada em Letras pela UFPE. Diretora Nacional de  renomada empresa cosmetológica.


WALKER LIMA - Advogado pertencente aos quadros da OAB-PE  e OAB-SP. Formado pela UFPE.
DJALMA JÚNIOR - Mestre em História pela UFPE. Observando as ITACOATIARAS da Pedra do Ingá - PB.
DIRCE LIMA - Esteticista formada em vários Países / NATÁLIA BRACARENSE - Doutoranda em Economia pela UMKC
GUIA LOCAL apresenta e analisa as inscrições e desenhos esculpidos há milênios,  feitos por povos nativos de Pindorama
VISTA GERAL  da Pedra do Ingá - Paraíba.



















WALKER LIMA - Autor da Carta Aberta ao Futuro, e LATINHA "Nina" nossa  fiel escudeira.







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